Publicado: 16/12/2020Tempo de leitura: 6 min. - Última atualização: 26/02/2021

Tudo o que você precisa saber sobre Open Banking

Publicado por

Marketing Franq

Marketing Franq

Conteúdos Especiais

Conheça o que muda com o sistema de banco aberto e as diferenças com o Open Finance

Entre os anos de 2019 e 2020 um dos termos que mais apareceu em sites especializados sobre o mercado financeiro foi o de Open Banking. Mas o que ele é realmente? Pensando nisso, separamos várias informações sobre o sistema de banco aberto, que transforma o mercado financeiro, não só no Brasil como em outras partes do mundo.

O que é o Open Banking?

De acordo com o Banco Central, órgão que regulamenta a implementação desse sistema no Brasil, o Open Banking permite o compartilhamento de dados entre diversas instituições financeiras — bancos e fintechs — de uma forma padronizada, através de interfaces denominadas de APIs (Application Programming Interface ou Aplicações ou Interface de Programação de Aplicação). Dessa forma, com seus sistemas integrados, o consumidor tem uma série de benefícios, como uma maior autonomia para escolher o lugar que vai solicitar um produto ou serviço financeiro.

No passado, ao abrir uma conta corrente, por exemplo, era comum usarmos apenas os produtos e serviços oferecidos pelo mesmo banco. E quando se desejava utilizar os serviços de um segundo banco ou fintech, no geral o consumidor se via num processo burocrático para ter acesso a informações usadas por sua instituição de origem, para comprovar seus rendimentos e o seu histórico financeiro. 

O Open Banking muda justamente esse processo, partindo do pressuposto de que os dados cadastrais e transacionais pertencem ao usuário, que pode consentir ou não o seu uso e guarda por parte das instituições financeiras. Grandes bancos são obrigados a participar do processo. Já as fintechs também podem cooperar, de forma opcional e voluntária.

Funcionamento do Open Banking no Brasil

Em tese, as instituições financeiras participantes passaram todo o ano de 2020 se adequando para o começo da implementação do sistema, iniciada oficialmente pelo Banco Central em fevereiro de 2021. A previsão é de que o Open Banking esteja em pleno funcionamento até 25 de outubro de 2021.

Quais os principais benefícios do Open Banking?

Além de tornar o usuário mais consciente sobre a propriedade e uso dos seus dados, o Open Banking também traz outros benefícios ao mercado e às pessoas: 

  • Surgimento de novos modelos de negócio;
  • Favorecimento da inclusão e educação financeira da população;

Melhorias na oferta de crédito e serviços, de acordo com os perfis dos clientes. O Home Equity, por exemplo, é uma das modalidades favorecidas pelo Open Banking.

Consentimento: questão central do Open Banking

Uma das principais questões do sistema de banco aberto é o consentimento do usuário, ou seja, sua permissão e conhecimento sobre o uso dos seus dados em operações financeiras. A questão também vem de encontro à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (n. 13.709/2018), para que as pessoas tenham mais compreensão sobre a importância das suas informações e o seu uso pelas instituições públicas ou privadas, independentemente do segmento.

Entre as etapas necessárias determinados pelo Banco Central às instituições financeiras para o compartilhamento de dados e serviços aos clientes que estão se adequando ao Open Banking, estão a busca do consentimento dos usuários, a autenticação e confirmação da permissão, por meio exclusivamente eletrônico.

Os dados poderão ser usados pela instituição em que a pessoa solicita uma operação financeira num prazo de até 12 meses, ou caso o usuário exija a exclusão deles da base de dados pelo mesmo canal em que estabeleceu contato anterior. As instituições devem esclarecer, de forma objetiva, de que forma as informações serão usadas e ter a anuência expressa pelo cliente.

Diferenças entre Open Banking e Open Finance

Em setembro de 2020, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que a entidade caminhará para a troca do termo de Open Banking para Open Finance, de acordo com informações do site UOL. O motivo seria em razão de o Open Banking ser mais voltado à ações de transformação do sistema bancário, e que a proposta do Bacen é ampliar a inovação para o sistema financeiro como um todo. 

A principal diferença entre ambos os sistemas é o mercado que englobam. Conversamos com o especialista em fintechs, Bruno Diniz, que explicou a questão. Na ocasião, o especialista afirmou que o Open Banking nasceu com a premissa de dar mais competitividade ao mercado bancário. Já o Open Finance vai além, abarcando uma série de outras ofertas que integram o sistema financeiro.

O sistema de arquitetura aberta proposto pelo Open Finance não visa apenas permitir um fluxo de dados entre bancos e fintechs, mas inclui também corretoras, companhias de câmbio, fundos de previdência, entre outros, ampliando o escopo no uso de dados dos clientes, para que também possam ter mais independência ao contratar o serviço X ou Y.

A Franq Openbank fundamenta seu modelo de negócio no Open Banking, distribuindo produtos e serviços de uma série de players do mercado com atendimento personalizado, feito pelos Personal Bankers, bancários que usam nossa tecnologia para atuar com independência.

Para saber mais informações sobre o Open Banking, confira a página especial feita pelo Banco Central com perguntas e respostas sobre o sistema.