Publicado: 03/02/2020Tempo de leitura: 6 min.

Podcast: de bancário a empreendedor com Paulo Silva

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Marketing Franq

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Nosso CEO e fundador conta como a Franq funciona e como bancários podem empreender por conta própria.

Após cerca de 30 anos de atuação no mercado financeiro - iniciados quando Paulo, aos 15 anos de idade, começou a trabalhar como menor aprendiz no Banco do Brasil - o executivo decidiu empreender por conta própria depois de um período sabático. Antes disso, porém, teve passagens nos principais bancos do Brasil e do exterior. “Sai do Banco do Brasil quando eu tinha 27 anos, como gerente geral. Fui para os Estados Unidos e comecei no Citi, trabalhando na operação de offshore. No Brasil, mudei minha operação para o HSBC, seguido do Santander, onde toquei os três estados do Sul e participei um pouco da transformação do banco naquele período”, lembra.  

Determinado a usar sua vivência como bancário em prol da classe e de um novo negócio, criou a Franq ao lado do Adriano Carneiro e Daniel Ferretti, executivos com quem trabalhou. “O objetivo da Franq é ser o melhor lugar para um bancário empreender. Isso começou basicamente quando a gente notou a quantidade de bancários sendo tirados do sistema por N motivos: revolução de mercado; redução de custos necessários para as distribuições atuais; bancários sendo demitidos, aposentando ou tomando decisões para ter mais flexibilidade, ter mais tempo, saindo das instituições tradicionais... Tive mais de 30 mil funcionários ao longo da minha carreira. Recebo um currículo por dia de bancário pedindo uma dica, uma ajuda pra se colocar em algum banco. E isso está cada vez mais restrito”, avalia Paulo. 

Transformação do mercado financeiro 


Com excesso de fintechs e bancos digitais, e inovações do sistema como o cadastro positivo e o movimento de Open Banking, Paulo avalia que fica complicado para o cliente entender como obter benefícios. “É nisso que a gente sentiu que tinha uma oportunidade. Como é que eu aproveito todo o conhecimento que o bancário adquiriu ao longo dos anos pra que de alguma forma ele preste serviços aos clientes, navegue melhor nesse novo mundo e tire melhor proveito das oportunidades que o Banco Central vem desenvolvendo pra melhorar a situação da população?”, pontua.  

“Essa transformação é empolgante. Basicamente, o grande foco que o Banco Central tem colocado nisso tudo é tentar tirar a concentração de mercado e reduzir o custo financeiro, levando melhores produtos à população em geral. Todo mês um banco digital novo é lançado no Brasil com algum propósito: ou pra ter custos mais baratos ou pra ter investimentos mais eficientes, ou pra ter crédito mais baixo, ou pra ter uma operação offshore mais fácil para as pessoas operarem. A velocidade é muito grande e é só o início”, analisa o executivo. 

Auxiliando o consumidor a escolher 


No podcast, Paulo salienta que uma das preocupações que o Banco Central tem sinalizado hoje é como educar o consumidor final para que ele possa fazer as melhores escolhas, diante de um excesso de opção. "Quando tem excesso de opção, nem sempre a gente sabe o que fazer. Se o mercado está deixando de utilizar uma camada significativa de pessoas com experiência, os bancários que deixam as suas organizações com treinamento e vasto conhecimento sobre o sistema como um todo, a gente entende que eles podem ajudar o consumidor a navegar sobre essas opções, reduzindo o custo e melhorando as suas experiências. E é um pouco desse match que a gente está procurando: a experiência do bancário, auxiliando o consumidor final a navegar nessas opções que o Banco Central disponibiliza.” 

Bancário empreendendo por conta própria 


O executivo avalia que diante das várias oportunidades de negócio existentes para que um bancário possa atuar, para além dos bancos, haverá uma maior demanda de mercado por essa mão-de-obra. “Muitos bancários viraram agentes autônomos, fizeram Susep para vender seguros como um todo, montaram um Corban... Mas essas operações são muito custosas. Em vez de o bancário ficar focado em cliente, fica focado em montar as operações, fazer as próprias negociações. E foi isso que a Franq se propôs. Simplificamos isso, montamos um hub de diversos fornecedores, e a partir de agora o bancário consegue ter a oferta ainda mais completa: não só de um banco, mas de todos os bancos”. 

O bancário que adere a Franq é chamado de Personal Banker, e se torna cliente da startup. “A Franq traz a solução completa. Todos os acordos, todos os fornecedores, curadoria, operacional, contabilidade, tributário e marketing. A única coisa que resta pro bancário é fazer aquilo que ele sempre quis: atender os seus clientes, achar a melhor solução e, evidentemente, se remunerar por isso. Não tem meta na Franq, porque na verdade o negócio é dele. A Franq é, única e exclusivamente, a solução sistêmica, de contratos e de apoio pra que ele possa operar. Todas as fintechs com as quais a gente opera tem custos de aquisição, gastos com verba de marketing, propaganda clássica ou Google. O que a gente faz é usar esses custos de aquisição pra remunerar o Personal Banker. Isso acaba sendo bom pra todo mundo: bom para os ex-bancários, que recebem as melhores comissões; bom pro cliente, que não vai pagar nada por isso; e bom pra fintech, que sai de todo aquele aparato de distribuição e que a gente assume essa posição.” 

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