Publicado: 22/05/2020Tempo de leitura: 4 min.

Elementos do futuro financeiro

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Marketing Franq

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Descubra os destaques da live sobre Open Banking e plataformas abertas.

Como é a realidade do Open Banking no Reino Unido, pioneiro na implementação do sistema de banco aberto, e como os Estados Unidos caminham na mesma direção, ainda sem discutir uma regulação do tema? Esses foram alguns dos pontos centrais da live Open Banking e plataformas abertas, promovida pela Franq Openbank.

A conversa contou com a participação de Fabio Torelli, CEO e co-founder da OneBlinc nos Estados Unidos, e Bruno Meiller, diretor na Legal e General em Londres, sob a mediação do nosso CEO e founder, Paulo Silva.

Resumo da live 
 

  • O Open Banking e as plataformas de arquitetura aberta podem ser considerados elementos financeiros do futuro;
  • A preocupação sobre a implementação do Open Banking se dá com relação à segurança da informação dos clientes. Hoje, com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais brasileira (lei n. 13.709/2018), a tendência é que isso seja resolvido;
  • Realidade no Reino Unido: o processo de implementação do Open Banking foi complexo e não difere do que está acontecendo hoje no Brasil;
  • A implementação do Open Banking no Reino Unido passou a vigorar em janeiro de 2018. Lá, os bancos atrasaram mais de 6 meses na execução para se adequar;
  • Diferente do Brasil, onde o cliente centraliza toda sua movimentação financeira em um banco, na Inglaterra os clientes já têm a cultura de usar uma série de produtos e serviços financeiros de diferentes empresas;
  • Com o Open Banking, os clientes do Reino Unido conseguem operar transações financeiras de forma online com agilidade, em questão de minutos e com segurança;
  • No Reino Unido, os grandes bancos tiveram maior resistência para a implementação e o órgão regulador teve que fazer pressão para tirar do papel o sistema de banco aberto; 
  • Os grandes bancos têm resistência ao Open Banking porque perdem o controle da informação do cliente, considerada um ativo;
  • Empresas trabalham com mais de um banco, e o Business Banking costuma funcionar de modo igual em vários países diferentes, algo que se assemelha a ideia do Open Banking;
  • Uma das grandes questões do Open Banking é o fator conveniência, que pode ter alguma alteração mediante o consentimento do cliente. Isso porque é ele quem deve autorizar o uso dos seus dados, para que a informação seja usada apenas quando o usuário tem interesse envolvido, e não quando o banco deseja;
  • Nos Estados Unidos, onde ainda não existe uma regulação para o Open Banking, mas os norte-americanos fazem uso de uma série de plataformas abertas cujos processos se assemelham ao que o sistema de banco aberto prega, as transações financeiras entre as partes são baseadas em good faith. Caso uma das partes descumpra, é passível de discussão legal;
  • O cerne do Open Banking é a informação do consumidor, que pertence a ele e não às empresas;
  • Quem ganha e quem perde no Brasil com o Open Banking? Se bem implementado, o cliente ganha pela quantidade maior de opções, conveniência, estimula uma maior competição do mercado e a queda de taxas. Também beneficia as fintechs, que passam a disputar em pé de igualdade com os bancos. E se considerarmos que os grandes bancos já possuem um faturamento superior às fintechs, todos, então, saem ganhando.


Se você não conseguiu ver a live, mas tem interesse em assistir, é só clicar neste link para ver a gravação, disponível em nosso canal no YouTube.