[Live] Entendendo os critérios de aprovação de Personal Bankers - 28/9 às 19h @FranqOpenbanking
Publicado: 14/04/2020Tempo de leitura: 6 min. - Última atualização: 20/05/2020

Crédito em tempos de crise

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Marketing Franq

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Veja insights da live com Victor Loyola e Paulo Silva. 

O crédito antes, durante e depois da crise. Esse foi o tema da live realizada nessa segunda-feira (13/04) pelo LAB Todo Dia da Franq, com a participação de dois especialistas: Victor Loyola e Paulo Silva.

Victor Loyola liderou as áreas de risco de crédito do Barclays na Europa, Citi no Brasil e HSBC para a América Latina. Foi Managing Director do segmento de PMEs da Serasa Experian e atualmente é Partner e coCEO da fintech de consignado privado Consiga+. E o Paulo Silva atuou por mais de 30 anos no mercado financeiro brasileiro e norte-americano, antes de fundar a Franq Openbank e assumir o cargo de CEO da fintech.

Resumo da live 
 

  • O cenário incerto gera falta de confiança. Os especialistas avaliam que as empresas que ofertam crédito adotaram um “efeito manada”: todos se protegem e levantam pontos de corte; 
  • A retomada da economia será gradual. Setores que ofertam produtos e serviços essenciais retomarão mais rapidamente, enquanto aviação, turismo e hotelaria sofrerão mais, por conta da aglomeração, evitada pela sociedade, atendendo pedido das autoridades de saúde; 
  • O poder de separação dos bons e maus pagadores vai cair significativamente. O score como principal ferramenta de crédito para os próximos meses vai perder o valor, por conta do cenário; 
  • O governo está agindo para proteger empregos e o auxílio dado a PMEs não será suficiente para evitar que parte dos negócios feche as portas; 
  • Este cenário é uma grande oportunidade para que profissionais, como os Personal Bankers,  estimulem a educação financeira, tanto para pessoas físicas quanto empreendedores. 
     

A seguir, um breve resumo, ponto a ponto. 

Cenário incerto gera falta de crédito 


Para Victor Loyola, o momento vivido no Brasil e no mundo é desconhecido. Os players do mercado que ofertam crédito, independentemente do porte - se grandes bancos ou fintechs - todos indistintamente fizeram cortes de oferta. “A confiança do consumidor está diminuída: a demanda caiu porque não há segurança de fazer compra agora. Já para a Pessoa Jurídica, a demanda subiu, por conta da pouca receita, sem movimentar negócios. Sobe drasticamente para manter a operação viva. O que as empresas de crédito fazem num cenário desses é o chamado efeito manada: todos se protegem e levantam pontos de corte. Em um segundo momento, é para ocorrer flexibilizações”.

Quando a crise passar e a economia partir para a retomada, os agentes do mercado e do governo vão tomar medidas de flexibilização maiores. Porém, antes disso acontecer, vai surgir aumento de inadimplência e negócios quebrados.  

Retomada da economia 


De acordo com Loyola, o retorno será gradual, não será imediato à normalidade. Paulo Silva reforçou que o cenário provocará impactos sem precedentes em todos os aspectos. “As empresas em geral estão estranguladas, o Bacen aumenta a liquidez, mas há um medo do dinheiro sair e não voltar”. Loyola acredita que se houver um aceno positivo na oferta de crédito por parte dos grandes bancos, em especial dos públicos, a situação muda. "os grandes bancos seriam os com maior capacidade pra desafiar a crise. Os médios até poderiam ter vontade de fazer, mas tem um balanço limitado. E fintechs muito menos”. 

Papel do score 


Uma das experiências que Loyola traz é da época em que atuou em uma entidade de proteção ao crédito. Para ele, quanto mais consulta de crédito, há influência no resultado do score, que deteriora mais por conta do contexto que do comportamento. Ele avalia que haverá uma deterioração ao longo do tempo que se recupera em 9 e 12 meses. “É uma máquina dinâmica, mas na largada, os scores genéricos estão deslocados pra baixo".

Paulo complementou que o poder de separação dos bons e maus pagadores vai cair significativamente. “Não é questão de separar bom e mau pagador, porque não estão conseguindo pagar. O devedor precisa de tempo para se reorganizar". 

Atuação do governo 


Victor analisa que o papel do governo é proteger empregos, financiando parte da folha das PMEs com a contrapartida que não demitam. Mas tem uma outra visão. “Precisaria de bancos privados atuando nesse sentido. Um movimento de resgate mais agressivo. Não estou falando de empréstimo à custo zero. Daria pra fazer algum movimento com spread, mas proporcionando carência e cobertura de boa parte das contas nos próximos três meses”. 

Educação financeira


Loyola finalizou a live destacando uma boa oportunidade para que profissionais financeiros, como é o caso dos Personal Bankers, atuem para oferecer o que as pessoas precisam neste momento: organizar sua vida financeira. “Em período de guerra, vive-se com o essencial. O que vale a pena? Em qual situação vai se perder menos dinheiro? São essas questões que devem pautar a conversa. Corte despesas antes de pedir empréstimo. Agora que todos estão confinados, é hora de fazer as contas. Entender fluxo de caixa, tanto PF quanto PJ”.

O grande mantra é resiliência, segundo o especialista. “No pós-crise, o crédito será necessário. A oferta reprimida virá. Será uma normalidade diferente, mas as pessoas vão continuar precisando de crédito, sonhando, consumindo. Esperamos que volte logo. Um dia de cada vez”, finaliza.

Se preferir, você pode assistir a gravação desta live em nosso canal no YouTube ou, ainda, ouvir o áudio em nosso podcast, no Spotify.